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Autoexclusão de apostas: como funciona

É gratuita, sai pelo gov.br e bloqueia o seu CPF em todas as plataformas regulamentadas de uma vez. Muita gente nunca ouviu falar dela.

O que ela faz

A autoexclusão deixa o seu CPF indisponível para novos cadastros nas casas de aposta regulamentadas do país — todas de uma vez, sem você precisar entrar em contato com nenhuma delas. Ela também interrompe a publicidade dirigida a você, que é boa parte do que puxa de volta quem estava conseguindo se afastar.

Quem pode pedir, e como

Qualquer pessoa, por si mesma, no site da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. Você entra com a conta gov.br — a mesma do Imposto de Renda —, confirma CPF, nome e data de nascimento, e escolhe o prazo. Leva poucos minutos e não custa nada.

Abrir a autoexclusão no gov.br

Quanto tempo dura

Um, três, seis ou doze meses, ou por tempo indeterminado. Não existe escolha errada: prazo curto que você renova vale mais que prazo longo que te faz adiar o pedido. E o fim do prazo é o momento mais delicado de todos — vale saber o que acontece quando ela vence antes que a data chegue.

O que ela não resolve

A autoexclusão tira o acesso, e isso muda muita coisa — mas ela não paga dívida, não trata ansiedade e não alcança sites que operam fora da regulamentação brasileira. Ela funciona melhor como primeiro passo do que como solução única: é o que dá fôlego para cuidar do resto.

Não é confissão de nada

Pedir autoexclusão não gera registro público, não é declaração de dependência e não precisa ser contado a ninguém. É uma decisão sua sobre o seu próprio acesso — e é reversível.

Onde pedir ajuda, agora

CVV 188 — 24 horas, gratuito e sigiloso. Disque Saúde 136 — porta do Ministério da Saúde para quem tem problema com apostas. Procon e Defensoria Pública — renegociação de dívidas pela Lei 14.181/2021. Em perigo imediato, 190.

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